Agência Brasil

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Publicado em 09/10/2019 às 16:37:00

Queda de juros no exterior beneficiar? infraestrutura, diz ministro

A infraestrutura brasileira poder? se beneficiar da queda das taxas de juros de outros pa?ses. Na avalia??o do ministro da Infraestrutura, Tarc?sio Gomes de Freitas, esse cen?rio representar? uma janela de oportunidades para que o pa?s ? em especial o setor de infraestrutura ? acabe se tornando uma op??o mais rent?vel para investidores estrangeiros. Mas para que isso aconte?a, acrescenta o ministro, ? fundamental que o pa?s continue apresentando projetos ?organizados, sofisticados? e dentro de uma estrat?gia bem planejada.

?Estamos em um momento extremamente interessante e favor?vel, em que o mundo vem encolhendo e desacelerando. Isso, para n?s, representa uma oportunidade. A desacelera??o acontece por motivos como polariza??o pol?tica, envelhecimento da popula??o, a guerra comercial. No final das contas isso tem provocado uma resposta das economias centrais por meio da redu??o das taxas de juros. E, como consequ?ncia, nossos projetos [para o setor de infraestrutura] acabam ficando muito atrativos?, disse hoje (9) o ministro durante o 1? Semin?rio de Competitividade do Setor de Infraestrutura, na sede do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), em.

A fim de aproveitar essa oportunidade, Freitas tem cobrado ?esmero? de sua equipe, no sentido de ?estabelecer e construir os melhores projetos?. Segundo ele, o retorno tem sido excelente.

?O que temos ouvido [dos investidores estrangeiros] ? que os projetos est?o organizados e sofisticados. Mas o mais importante ? que n?o se trata de um set list de projetos; de um conjunto de projetos aleatoriamente escolhidos. S?o projetos com poder de transformar a log?stica e a infraestrutura, que v?o atingir em cheio nossos objetivos estrat?gicos e nossa pol?tica de estrutura. V?o atuar no rebalanceamento e reequil?brio da matriz porque teremos participa??o maior dos modos ferrovi?rio e hidrovi?rio, com crescimento da navega??o de cabotagem?, argumentou.

Dirigindo-se a uma plateia de especialistas em infraestrutura, o ministro detalhou alguns dos procedimentos adotados para a elabora??o de projetos atrativos para o setor privado. Segundo ele, os primeiros passos foram no sentido de coletar dados que estavam dispersos em v?rios ?rg?os p?blicos. A partir da? foram constru?das ?matrizes de origens e destinos? e verificado o comportamento das cargas, bem como a articula??o da economia brasileira.

?E por meio de modelos econom?tricos avaliamos como que a demanda vai se comportar ao longo do tempo; como a demanda de transporte vai crescer e para que regi?es. A partir do momento em que fazemos o confronto disso com a oferta de transporte, a gente vai identificando quais s?o os gargalos e as nossas necessidades de investimentos?, acrescentou.
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A expectativa do ministro ? a de fazer v?rios leil?es at? 2022, para repassar ? iniciativa privada diversos empreendimentos. Segundo Freitas, est?o nos planos 41 aeroportos; mais de 16 mil quil?metros de rodovias; mais de 3 mil quil?metros de ferrovias; ?dezenas? de arrendamentos portu?rios, al?m da desestatiza??o de companhias docas.

?No campo ferrovi?rio, n?s estudamos 16 projetos diferentes de ferrovias e hierarquizamos todos esses projetos. Verificamos o que fazia mais sentido, aplicamos filtros e os hierarquizamos. Foi assim que constru?mos nossa estrat?gia ferrovi?ria. Tudo nasce em cima de uma estrat?gia e de um plano. Por isso digo que n?o se trata de um set list de projetos soltos, e n?o uma rela??o extensa de projetos. Tem todo um ambiente de neg?cio que est? sendo constru?do, para trazer, ao investidor, uma sensa??o de seguran?a?, disse.

Dessa forma, sua equipe ?se debru?ou? em cima de temas como a tributa??o sobre ganho de capital, risco cambial, licenciamento ambiental, arbitragem, bem como sobre formas de resolu??o de conflitos em contratos de longo prazo.

Investimentos p?blicos

De acordo com o ministro, a economia obtida com o exerc?cio fiscal poder?, em um segundo momento, favorecer o investimento p?blico em empreendimentos que n?o despertem o interesse privado. Segundo ele, alguns investimentos ter?o necessariamente de ocorrer pela via p?blica.

?Ao mesmo tempo que nos esfor?amos para transferir ativos ? iniciativa privada, vamos aumentar o estoque de investimentos p?blicos. Estamos fazendo o exerc?cio fiscal necess?rio para aumentar nosso espa?o fiscal, dar previsibilidade ao mercado e conseguir fazer a provis?o da infraestrutura, principalmente naquelas infraestruturas em que a iniciativa privada n?o vir??.











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