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Miguel e Helena são os nomes mais escolhidos em 2020

Veiga Produções/Divulgação Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Nos últimos dez anos, ao lado de Arthur e Alice, eles também foram os mais comuns nos cartórios de registro do Grande ABC


Aline Melo
Do Diário do Grande ABC

31/12/2020 | 00:01


Miguel e Helena foram os nomes mais escolhidos para os bebês nascidos em 2020 no Grande ABC, mostram os dados da Arpen-SP (Associação dos Registradores de Pessoas Naturais do Estado de São Paulo). Os dois nomes, junto com Arthur e Alice, figuram também entre os preferidos dos últimos dez anos no Grande ABC (veja dados na tabela). Há quem diga que as pessoas carregam as características do significado do seu nome. Para os pais de Miguel Paulino Ganzaro, que nasceu em 21 de julho, essa explicação faz todo o sentido. Segundo a tradição cristã, Miguel era um dos arcanjos de Deus.

Aos quatro meses de gestação da engenheira Juliana Moretti Paulino, 34 anos, o mundo foi surpreendido com a pandemia de Covid-19. A nova situação mudou muito do que havia sido planejado. Nada de visitas às maternidades, curso de pais, chá de bebê. Poucos amigos viram o “casal grávido”, contou o pai, o coordenador de logística Igor Ganzaro, 40.

A família, que mora em Santo André, enfrentou diversos momentos ruins. No fim de junho, o avô paterno de Miguel foi internado para um procedimento cardíaco, teve alta e em 10 de julho apresentou os sintomas de contaminação pelo novo coronavírus. Os problemas cardíacos deixaram sua saúde debilitada e logo foi entubado. Em 20 de julho, o casal foi internado com sintomas de Covid-19 e, no dia seguinte, Juliana precisou ser submetida a uma cesariana de emergência. Naquela mesma semana, o avô materno de Miguel morreu durante uma cirurgia.

Em setembro, o avô paterno de Miguel, que teve Covid perto do seu nascimento, também faleceu. “Nosso pequeno Miguel até hoje nos dá a alegria que nos ajuda a viver e enfrentar todos esses momentos que vivemos”, explicou Ganzaro. “Por isso, temos mais convicção e certeza de que o Miguel é um plano de Deus, um anjinho enviado para nos ajudar em momentos tão difíceis que enfrentamos”, concluiu.

Segundo nome preferido na década, Arthur foi o escolhido para o bebê do corretor de seguros Evandro Stevonato, 40, e da analista contábil Vanessa Santos Stevonato, 31. Arthur Santos Stevonato nasceu em 12 de junho. A família também não fez chá de bebê e recebeu poucas visitas nos primeiros meses, até que as doses iniciais de vacinas fossem administradas no bebê. Para 2021, o casal, que mora em São Bernardo, deseja que a imunização contra a Covid seja realidade.

Alice foi a escolha da supervisora de atendimento Shirley Ferreira da Silva, 34, e do analista comercial Rafael Gomez, 35, para a filha do casal, que nasceu em 17 de janeiro. A pandemia acabou limitando o mundo da bebê recém-chegada e os passeios e explorações tiveram que ser adiados. O isolamento foi um divisor de águas, avaliou Shirley. “Um momento que era para ser de muita alegria, gerou muitas dúvidas e incertezas. Queria muito sair com a Alice, mostrar o mundo lá fora para ela, aproveitar cada segundo da minha licença-maternidade e de repente tivemos que continuar isoladas de tudo e de todos”, relembrou.

O nome da garotinha foi escolhido por ser simples, sem dificuldades na grafia. “Alice tem o significado de nobreza e de fato ela é uma bênção, uma criança feliz, doce, mas de personalidade forte”, afirmou a mãe. “Mesmo sendo uma bebê que ainda pronuncia poucas palavras, já sabe o que quer e deixa claro o que gosta e o que não gosta”, finalizou.

Aguardada para 2021, Alice vai chegar com a esperança de dias melhores

A jornalista Marina Fernanda Pinto de Andrade Barros, 28 anos, de Santo André, espera para o dia 5 de janeiro de 2021 o nascimento da sua primeira filha, Alice. Seu nome é inspirado da obra de Lewis Carroll, Alice do País das Maravilhas. Se fosse menino, o bebê se chamaria Arthur – mais um dos preferidos da década – por inspiração na lenda dos Cavaleiros da Távola Redonda. Quando engravidou, Marina não imaginava a proporção que a pandemia de Covid-19 iria alcançar, e espera que 2021 seja um ano de superação e renovação. “A possibilidade da vacinação no Brasil no ano que vem acaba nos dando esperança”, afirmou.

Para o ano que vem, a jornalista deseja que as pessoas sejam mais conscientes em relação ao coronavírus. “Que elas cuidem mais de si mesmas e das pessoas ao redor para que possamos enfrentar essa doença com mais tranquilidade”, pontuou. “Para a minha filha, que ela venha com saúde”, concluiu.

Os gêmeos Miguel e Ravi Santos Souza nasceram há menos de um mês, em 30 de novembro. A atendente de farmácia Daniela Silva dos Santos, 29, passou quase toda a gravidez afastada do trabalho, por conta da pandemia. A escolha do nome dos filhos foi dividida entre ela e o marido, o encarregado Elismar Silva Souza, 31, sendo que a mãe foi quem optou por Miguel, e o pai, por Ravi. A gravidez gemelar foi de risco, e, apesar de não ter sido planejada, foi tranquila e feliz.

Prematuros, os bebês só foram conhecidos até o momento pela avó materna, e a rotina tem sido apenas dentro de casa, com raras saídas ao médico. Para o próximo ano, os desejos de Daniela são simples. “Que possamos ser muito felizes, com muita saúde, amor e felicidade.” 



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Miguel e Helena são os nomes mais escolhidos em 2020

Nos últimos dez anos, ao lado de Arthur e Alice, eles também foram os mais comuns nos cartórios de registro do Grande ABC

Aline Melo
Do Diário do Grande ABC

31/12/2020 | 00:01


Miguel e Helena foram os nomes mais escolhidos para os bebês nascidos em 2020 no Grande ABC, mostram os dados da Arpen-SP (Associação dos Registradores de Pessoas Naturais do Estado de São Paulo). Os dois nomes, junto com Arthur e Alice, figuram também entre os preferidos dos últimos dez anos no Grande ABC (veja dados na tabela). Há quem diga que as pessoas carregam as características do significado do seu nome. Para os pais de Miguel Paulino Ganzaro, que nasceu em 21 de julho, essa explicação faz todo o sentido. Segundo a tradição cristã, Miguel era um dos arcanjos de Deus.

Aos quatro meses de gestação da engenheira Juliana Moretti Paulino, 34 anos, o mundo foi surpreendido com a pandemia de Covid-19. A nova situação mudou muito do que havia sido planejado. Nada de visitas às maternidades, curso de pais, chá de bebê. Poucos amigos viram o “casal grávido”, contou o pai, o coordenador de logística Igor Ganzaro, 40.

A família, que mora em Santo André, enfrentou diversos momentos ruins. No fim de junho, o avô paterno de Miguel foi internado para um procedimento cardíaco, teve alta e em 10 de julho apresentou os sintomas de contaminação pelo novo coronavírus. Os problemas cardíacos deixaram sua saúde debilitada e logo foi entubado. Em 20 de julho, o casal foi internado com sintomas de Covid-19 e, no dia seguinte, Juliana precisou ser submetida a uma cesariana de emergência. Naquela mesma semana, o avô materno de Miguel morreu durante uma cirurgia.

Em setembro, o avô paterno de Miguel, que teve Covid perto do seu nascimento, também faleceu. “Nosso pequeno Miguel até hoje nos dá a alegria que nos ajuda a viver e enfrentar todos esses momentos que vivemos”, explicou Ganzaro. “Por isso, temos mais convicção e certeza de que o Miguel é um plano de Deus, um anjinho enviado para nos ajudar em momentos tão difíceis que enfrentamos”, concluiu.

Segundo nome preferido na década, Arthur foi o escolhido para o bebê do corretor de seguros Evandro Stevonato, 40, e da analista contábil Vanessa Santos Stevonato, 31. Arthur Santos Stevonato nasceu em 12 de junho. A família também não fez chá de bebê e recebeu poucas visitas nos primeiros meses, até que as doses iniciais de vacinas fossem administradas no bebê. Para 2021, o casal, que mora em São Bernardo, deseja que a imunização contra a Covid seja realidade.

Alice foi a escolha da supervisora de atendimento Shirley Ferreira da Silva, 34, e do analista comercial Rafael Gomez, 35, para a filha do casal, que nasceu em 17 de janeiro. A pandemia acabou limitando o mundo da bebê recém-chegada e os passeios e explorações tiveram que ser adiados. O isolamento foi um divisor de águas, avaliou Shirley. “Um momento que era para ser de muita alegria, gerou muitas dúvidas e incertezas. Queria muito sair com a Alice, mostrar o mundo lá fora para ela, aproveitar cada segundo da minha licença-maternidade e de repente tivemos que continuar isoladas de tudo e de todos”, relembrou.

O nome da garotinha foi escolhido por ser simples, sem dificuldades na grafia. “Alice tem o significado de nobreza e de fato ela é uma bênção, uma criança feliz, doce, mas de personalidade forte”, afirmou a mãe. “Mesmo sendo uma bebê que ainda pronuncia poucas palavras, já sabe o que quer e deixa claro o que gosta e o que não gosta”, finalizou.

Aguardada para 2021, Alice vai chegar com a esperança de dias melhores

A jornalista Marina Fernanda Pinto de Andrade Barros, 28 anos, de Santo André, espera para o dia 5 de janeiro de 2021 o nascimento da sua primeira filha, Alice. Seu nome é inspirado da obra de Lewis Carroll, Alice do País das Maravilhas. Se fosse menino, o bebê se chamaria Arthur – mais um dos preferidos da década – por inspiração na lenda dos Cavaleiros da Távola Redonda. Quando engravidou, Marina não imaginava a proporção que a pandemia de Covid-19 iria alcançar, e espera que 2021 seja um ano de superação e renovação. “A possibilidade da vacinação no Brasil no ano que vem acaba nos dando esperança”, afirmou.

Para o ano que vem, a jornalista deseja que as pessoas sejam mais conscientes em relação ao coronavírus. “Que elas cuidem mais de si mesmas e das pessoas ao redor para que possamos enfrentar essa doença com mais tranquilidade”, pontuou. “Para a minha filha, que ela venha com saúde”, concluiu.

Os gêmeos Miguel e Ravi Santos Souza nasceram há menos de um mês, em 30 de novembro. A atendente de farmácia Daniela Silva dos Santos, 29, passou quase toda a gravidez afastada do trabalho, por conta da pandemia. A escolha do nome dos filhos foi dividida entre ela e o marido, o encarregado Elismar Silva Souza, 31, sendo que a mãe foi quem optou por Miguel, e o pai, por Ravi. A gravidez gemelar foi de risco, e, apesar de não ter sido planejada, foi tranquila e feliz.

Prematuros, os bebês só foram conhecidos até o momento pela avó materna, e a rotina tem sido apenas dentro de casa, com raras saídas ao médico. Para o próximo ano, os desejos de Daniela são simples. “Que possamos ser muito felizes, com muita saúde, amor e felicidade.” 

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